- Coluna dos Fisioterapeutas
- A Fisioterapia Consciente
- por Cristine Volker Arend
- Fisioterapeuta
- A maior parte dos idosos que apresentam problemas psiquiátricos ou senis associados a dificuldades motoras costuma estar internada em geriatrias, onde recebem um tratamento multidisciplinar diferenciado, objetivando uma melhoria da qualidade de vida. Conseqüentemente, seus familiares permanecem mais tranqüilos, sabendo que os seus velhinhos estão sendo bem cuidados.
- Por isso, é indispensável que o fisioterapeuta que lida com esses pacientes saiba como alcançar as metas de reabilitação, mesmo que o paciente não seja capaz de colaborar integralmente.
- Torna-se difícil avaliar e realizar concretamente os objetivos exigidos pelo tratamento de acordo com as limitações do paciente. É necessário que o atendimento baseie-se no conceito da normalização, ou seja, que o paciente possua o mesmo valor como indivíduo que os demais membros da sociedade, independente da doença, do possível grau de demência ou de suas dificuldades motoras. O desafio para o fisioterapeuta consiste em empregar métodos especiais de comunicação para com o idoso, a fim de conseguir que os mesmos participem ativamente de seus programas de reabilitação.
- Deve-se tomar atitudes positivas e decididas, oferecendo atividades ao paciente algo para fazer que provavelmente o interesse e que ele gostaria de fazer normalmente.
- O fisioterapeuta precisa mostrar-se sensível diante das necessidades e desejos do paciente, para assim realizar a sua prática corretamente. Além disso, o profissional pode estender o seu papel à prevenção das deficiências que a falta de atividade física pode acarretar, já que sem isso suas capacidades funcionais estão sujeitas a se deteriorarem gradativamente.
- DICA: Dê a pessoa idosa tempo suficiente para ela completar uma tarefa de cada vez.
- Bibliografia: Fisioterapia na 3ª idade (Barrie Pickles, Ann Compton)